Uma breve análise sobre o tempo

     Ovídio classifica o tempo como o "destruidor de coisas", porém, desconsidero a assertiva, vejo o tempo como o "renovador de coisas". Nada é eterno, mas nada se destrói, apenas cede lugar ao que é novo e se enraíza no passado, há um ciclo para todo elemento existente.
     Um bom exemplo? A arte, claro. Com o surgimento da fotografia, as obras realistas já não possuíam o mesmo valor, pois no momento havia uma ferramenta melhor para reproduzir a realidade. Daí, surgiu o modernismo com uma nova proposta, e a proposta da arte encontrou uma nova trajetória para seguir; continuou representando vários elementos da realidade e, além disso, materializou nossos sentimentos e pensamentos.
     Outro grande exemplo: o amor. Não há degradação para o amor que habita um bom coração, ele apenas se renova, com pessoas, momentos e lugares ainda desconhecidos por nós.
     A essência humana é nômade, o homem sempre busca o desconhecido para garantir sua evolução; conceitos não se instalam em curtos períodos de tempo, eles viajam e se modificam durante o percurso. 

Escrito por Gabriela Fonseca

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