As Marcas da Arte Rupestre na Atualidade

(Fonte: http://www.thevandallist.com)

A arte rupestre, quando praticada, inicialmente no período Paleolítico Superior, por volta de 30.000 a.C, ainda não foi esclarecida em sua totalidade. Contudo, sabe-se de sua funcionalidade para retratar o cotidiano de um povo imerso em descobertas e novidades. Os temas são categorizados como reconhecíveis ou grafismos puros, a diferença entre eles, respectivamente, é a identificação dos elementos da natureza ou não em cada grafismo.
     E qual a relação de tudo isso com a realidade contemporânea? Claramente, o graffiti herdou muitas características da Pré-História, no entanto, os assuntos abordados estão de acordo com a atual realidade, que se difere do passado.
    O homem nômade percorreu uma extensa trajetória até os dias de hoje. Antes, disposto a buscar alimento e segurança, hoje, determinado em ampliar suas criações por todos os bairros, cidades e países. A princípio, a arte rupestre foi uma das maneiras encontradas para desafiar o medo contra a natureza, dentro de rituais. O grafiteiro, dando voz à comunidade, desafia o sistema com suas intervenções.
    Artes com temáticas reconhecíveis retratam pessoas e cenas de influência na história, como é o caso do muralista Eduardo Kobra, que executou o projeto “Muro das Memórias”, no ano de 2005, com foco em resgatar a memória das cidades. E Os Gêmeos, principalmente com os grafites brasileiros, tratam assuntos sobre as esferas política e social. Além disso, os grafismos puros foram substituídos por ilustrações compostas por formas e criatividade, muitas vezes seguindo padrões, como as criações do artista Zezão, de São Paulo.
    Os sítios arqueológicos transformaram-se em relicários que guardam as experiências de um povo extinto. As ruas guardam e marcam nossa história com suas cores em muros, se integrando à rotina de todos que caminham pelas calçadas, passam com seus carros, ou convivem com elas nas ruas. E é ela que, hoje, é uma alternativa para alegrar essa rotina e dar forma a linhas paralelas de construções inanimadas.

Mural permanente no prédio do Museu de Arte de Porto Rico, Os Gêmeos, 2006.

Texto por Gabriela Fonseca.

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