Milagres existem?


Inspirada em um documentário feito com meu grupo do curso de Jornalismo no primeiro semestre da faculdade, resolvi compartilhar o documentário feito por nós e, com isso, falar um pouco sobre semiótica.

E o que isso tem a ver com arte? Bom, além de assistir uma produção audiovisual, você tem o Criolo como trilha sonora e poderá entender um pouco mais sobre a semiótica - tão importante para entender vários elementos artísticos (mas que vou falar melhor em um outro post).
Para quem nunca ouviu falar em semiótica, a forma mais resumida que podemos encontrar para entender é: pesquisa do Google! Segundo Charles S. Peirce, a semiologia é uma “teoria geral das representações, que leva em conta os signos sob todas as formas e manifestações que assumem”.


Resultado de imagem para a persistência da memória
A persistência da memória, 1931, Salvador Dalí
Complexo? Bom, vamos usar a obra “A Persistência da Memória”, do artista surrealista Salvador Dalí, de 1931. Você já reparou as formigas no canto da imagem? Então, era dessa forma que o artista representava seus sentimentos negativos, pois ele não gostava de formigas. Com isso, ao ver formigas em uma obra que se relaciona com a memória (e persistência), notamos a problemática dessas memórias para ele.
No documentário “Sacralizado”, fizemos a relação entre o sagrado e o profano (aquilo que não é sagrado) no cotidiano das pessoas. Para isso, trouxemos outro conceito: hierofania. O termo se aplica ao ato de manifestação do sagrado ou, popularmente dizendo, ao milagre, por exemplo.
A linha tênue entre o sagrado e o profano é facilmente exemplificada, mas pouco notável em nosso cotidiano que, por conta da rotina, deixamos de notar e abstrair alguns significados que compõem este cenário. Afinal, a rotina o impossibilita de ver a diferença, como se tudo fosse imutável e indestrutível pelo tempo.
E um dos fatores que nos insere nessa rotina é a cultura, que é a consciência coletiva do meio em que vivemos. E é a dentro de nossa bolha que estruturamos nossos ideais, e acreditamos que algumas coisas são comuns (e certas).
Assim, trouxemos no documentário alguns costumes ligados à religião que, muitas vezes, carrega um valor divino questionável, porém praticado por todos dentro de uma rotina. E, dessa forma, encontramos um valor semiótico, na qual terços, livros e qualquer objeto podem ter valores metafísicos (que ultrapassa o valor material).
Com isso, é importante questionar: o que é milagre para você? Dentre tantos símbolos e costumes, como saber o que realmente é sagrado ou profano? Como distinguir seu conhecimento individual de um ideal coletivo?
Talvez você mude alguns ideais, reflita sobre isso, ou simplesmente ignore-os. Independente da reação, convido-os a assistirem o documentário. Afinal, a verdadeira arte causa impactos e respostas, sejam eles positivos ou negativos. E, assim, também se faz comunicação.



Imagens: Luiza Brilhante
Entrevistas: Gabriela Fonseca, Luiza Brilhante, Maria Luyne Araújo
Roteiro: Felipe Augusto, Gabriela Fonseca, Luiza Brilhante, Maria Luyne Araújo e Monicky Yuka
Colaboradores: Eliane Muniz, Luiz Carlos Iasbeck e Gerson Scheid

Música: Não existe amor em SP - Criolo

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